domingo, 21 de julho de 2013

Freud explica?

A História, de modo geral, nunca é contada como um todo. Existe sempre um lado “certo” ou “bom” e um lado “mau” e “ruim”. Vemos isso desde que o mundo é mundo e os humanos habitam a Terra: sempre um dos lados é tido como verdadeiro,  muita das vezes ignorando o outro lado; o lado do “perdedor”.
O “vencedor” – aquele que conseguiu impor sua força sobre os demais – é aquele que detêm a voz, o poder de contar sua versão, e assim, criar ou modificar um fato.  Quem se cala, ainda que esteja certo, automaticamente é tido como errado, por apenas ter preferido não se desgastar em contar e recontar a mesma história, até que todos a tenham como verdade.
Talvez meu pecado seja a preguiça de gritar aos quatro ventos tudo que se passa na minha vida;  gerar satisfações e justificativas a cada atitude minha àqueles que se acham no direito de serem possuidores de mim. Talvez meu pecado seja apenas assistir enquanto mentiras e calúnias são ditas, fatos distorcidos, suposições feitas e teorias mirabolantes elaboradas.

Por que para a maioria das pessoas, é mais fácil apenas acreditar em quem está presente, a buscar lapidar a verdadeira verdade. Enquanto isso continuo aqui, me fingindo de cega, surda, muda; fazendo de conta que no fim das contas, algo sobre tudo isso fará sentido.

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