terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Im back, living in a new town


Eu prometi uma postagem por semana aqui, eu sei. Prometi também parar de procrastinar tanto e (tentar) manter meu foco em algo que eu possa reaproveitar no futuro, também sei.
Peço desculpa aos 3 fãs que eu tenho (uso a palavra fã em substituição à palavra stalker, assim fico mais a vontade) e são frequentadores assíduos dessa caixa, porém a vida não tá fácil. A vida não é fácil mas isso é conversa clichê pra outras horas. Mudei de estado e pela primeira vez (acredito eu) estou num lugar em que eu não conheço absolutamente ninguém. Trancafiada em casa, venho sido constantemente assolada por pensamentos, memórias, vozes, flashes de fatos que há muito me ocorreram, lembranças ao mesmo tempo boas e ao mesmo tempo nem tanto. Venho remoendo, por exemplo, aquele acampamento no outono de 2009, como foi o fim de semana mais exótico que eu tive em Gramado. Também aquela sexta-feira nublada, em que tudo saiu dos trilhos. Ainda, venho sempre me lembrando da época que eu fazia trabalho voluntário naquela instituição (não me recordo o nome) em Porto. Ando sentindo falta daquela sensação de coração aquecido que ajudar os outros me trazia. E de como a maioria das pessoas ainda se surpreende o quão dócil eu consigo ser. Sei que ainda esses pensamentos  vão me levar à loucura ou à morte. Talvez não a morte física, mas para a morte de espírito. Uma pessoa presa ao passado é uma pessoa morta. E convenhamos, por mais que todos esses anos eu tenha me esforçado (e feito progressos consideravelmente grandes) ainda me prendo ao velho "como será que aquilo deveria ter sido?"
Vim para cá com o intuito apenas de tentar limpar minha mente da bagunça que tem sido minha vida todo esse tempo. Mas vocês (dirijo a palavra apenas aos amigos e aos não-amigos - fãs vocês não devem se incluir aqui, por favor) não saem do meu pensamento. Aos amigos, isso é a mais pura prova do quanto eu sinto falta de vocês, e do quão especial vocês são pra mim. Cada sorriso, cada vergonha passada juntos, cada abraço dado e recebido. Valeu a pena (segura o choro, sou mulherzinha agora). Aos não-amigos, o quanto cada acontecimento me trouxe uma lição que eu guardo até hoje. Tenho o nome de vocês nitidamente guardado no peito, não por remorso ou algo do gênero, mas pro caso de nos esbarrarmos pelas esquinas da vida, saberei como agir. Afinal, não é fácil pra quem não sabe guardar mágoa e realmente só leva consigo aquilo que constrói entender o motivo de certas atitudes por parte de vocês, queridos não-amigos.
E sobre Belém: eu ainda não saí de casa com o intuito de explorar a "cidade das mangueiras" mas assim que eu começar a fazê-lo prometo escrever aqui. Tanto o que deve ser visto quanto para que os moçoilos e moçoilas devem fechar os olhos/ignorar/correr e sair gritando. Será divertido.
Ah sim, encontrei o tão procurado poema sobre Chris. Postarei em breve.
Até a próxima. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Nas margens de mim

Faço, 
Refaço,
Construo,
Desfaço,
Invento,
Me reinvento,
Catavento.
Inovo, 
Crio,
Renasço,
Invento,
Nasço de novo,
E de novo,
E de novo. 
Vou de um extremo ao outro, sem nunca sair de dentro de mim. Me submerjo num mar de doces ilusões e alguns sonhos abandonados ao longo do caminho. Na esperança de que movido ao fracasso de uma vida sem expectativas, meu barco zarpe para terras mais distantes.