sábado, 29 de março de 2014

Me Pardonne

Este é um pedido de desculpas.
Gostaria de pedir desculpas a todos vocês, por ter uma vida tão perfeita.
 Perdão por ser uma “burguesinha filhinha de papai”. 
Desculpe-me por sempre ter o que comer todos os dias.  Por ter o que vestir. 
Desculpe-me por ter uma família equilibrada que me apoia. 
Perdão por possuir pai e mãe vivos, ainda casados.

Desculpe-me por não precisar conciliar meus estudos com o trabalho, uma vez que meu pai os banca.  Desculpe-me por usar de veículo particular para me deslocar para os lugares. 
Desculpe-me por ter um namorado que me ama e por termos um relacionamento estável. 
Perdão por ter nascido branca, onde a maioria esmagadora da população é negra ou mulata. 
Desculpe-me por estar acima do peso considerado ideal. 
Desculpe-me por ser inteligente e criativa, além de boa escritora. 
Perdão te peço por ter uma personalidade agradável e atrair as pessoas. 
Desculpe-me pelos bons amigos que conquistei. 
Desculpe-me pela boa educação que tive, pela minha “cultura” e por ler bons livros. 
Perdão pelo meu engajamento político e social, além da minha noção em relação aos fatos que nos rodeiam. Perdão por ser vegetariana. Não me odeie por ter ideais e defende-los. 
Desculpe-me por ser uma pessoa feliz, por existir. 

domingo, 16 de março de 2014

Para ele

Faço minhas as palavras do "poetinha" 
 

E que seja o primeiro ano de muitos que virão. Te amo. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Procura-se: Inspiração. Recompensa tratar aqui

Sim, 2014 começou mas a impressão que eu tive que esses dois dias foram a extensão de 2013, apesar deste ter sido um bom ano. 
Apesar de tudo, a sensação que eu tenho é de estar apagada. Fico horas a me perguntar onde andaria aquela pessoa cheia de vida que eu costumava ser. Aquele ser cheio de paixão, de planos, que queria viver cada experiência ao máximo. Onde andaria minha luz então?
Quando eu me tornei esse ser pacato, recluso, cômodo com aquilo que se passa à minha volta? Onde foi parar minha vontade de mudar o mundo e fazer mais por aqueles que me cercam? Teria minha militância morrido? 
Quanto mais penso, a conclusão que chego é que minha vida precisa necessariamente ser desajustada para que a paixão nasça em mim. Minhas inspirações até agora, sempre foram pessoas desajustadas e imcompreendidas pelos demais. 
Só não estou acostumada a lidar com tudo em seu devido lugar. Preciso de novas fontes, novas histórias nas quais me inspirar. 
Esse ano que chega continuará sendo um ano de buscas. Já que minha vida finalmente se ajustou, hora de buscar por pessoas que também tenham conseguido se ajustar. Acho que chega de Kafka, Amy Winehouse e uma alma ferida. Que esse seja o melhor ano de todos.


Feliz Ano Novo.

QS

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

The Cure

“Curar-se não é deixar de sentir sintomas, mas trocar repressão por compreensão; ignorância por sabedoria; ansiedade por contentamento; psicodelismo por alegria tranquila; alienação por autoconhecimento; desespero por coragem; regressão por evolução; erotismo por amor; fadiga por energia; ódio por benevolência; guerra por paz; medo por serenidade; tédio por alegria de viver; prazeres medíocres por felicidade duradoura; astenia por vibração; vício por liberdade; vazio por plenitude; mentira por verdade; desejos por vontade; agitação por quietude; desvarios por sobriedade; dependência por autossuficiência; brutalidade por refinamento; angustia por segurança; fragmentação por unidade; doença por higidez; ociosidade por ação fecunda; embotamento por criatividade; distância de Deus por eucaristia;  apego por renuncia; hipocrisia por autenticidade; ressentimento por perdão; fragilidade por invencibilidade; passividade por cooperação mendicidade por doação; cobiça por desapego; distância e conflito, carência e sofrimento por yoga.”

-Hermógenes 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Dicotomias Interiores

Eu já vi de tudo nessa vida.
Desci até o mais profundo e íntimo da alma.
Fui ao inferno. Já fui elevada ao céu. 
Já estive em todos os tipos de lugares. 
Andei com todo tipo de gente. 
Já vi gente chorando, e chorei junto.
Já vi gente chorando, e ri. 
Já vi gente rindo, e chorei. 
Já perdi minha sanidade milhares de vezes.
Em outras, fui a única sã vivendo em meio a loucos. 
Já presenciei milagres acontecendo na minha frente.
Outras vezes, nem eram milagres. 
Foram só fatos ocorridos em sincronia: dia/hora/momento apropriado.
Já fiz o santo virar profano. E vice-versa. 
Já estive face a face com deus,outras vezes era o diabo quem falava ao meu ouvido.
Já fui muito longe, a ponto de quase não voltar. 
Já fiquei parada, enquanto tudo à minha volta se destruía. 
Já sentei e vi a tempestade passar.  
Já levantei e lutei contra tudo e contra todos.  
Já quis viver, já quis morrer. 
Já quis fugir. Já quis ficar. 
Houve vezes, (muitas até) em que eu não sabia o que querer. 
Já vi minha paciência escorrer pelo ralo do banheiro. 
Já descobri ser dona de calmarias até antes desconhecidas por mim. 
Já quis viver isolada dessa sociedade. 
Já quis viver rodeada de gente. 
Às vezes prefiro o silêncio. 
Às vezes prefiro o barulho, o movimento.
Sei ser brisa e vendaval. 
Sei ser água, sei ser fogo. 
Sei ser rainha, sei ser pebléia.
Sei ser inércia, sei ser movimento. 
Sei ser desprezo, sei ser paixão. 
Sei ser apenas mais uma. 
Sei ser Aquela.  
Sei ser muitas, dentro de uma só. 

domingo, 21 de julho de 2013

Freud explica?

A História, de modo geral, nunca é contada como um todo. Existe sempre um lado “certo” ou “bom” e um lado “mau” e “ruim”. Vemos isso desde que o mundo é mundo e os humanos habitam a Terra: sempre um dos lados é tido como verdadeiro,  muita das vezes ignorando o outro lado; o lado do “perdedor”.
O “vencedor” – aquele que conseguiu impor sua força sobre os demais – é aquele que detêm a voz, o poder de contar sua versão, e assim, criar ou modificar um fato.  Quem se cala, ainda que esteja certo, automaticamente é tido como errado, por apenas ter preferido não se desgastar em contar e recontar a mesma história, até que todos a tenham como verdade.
Talvez meu pecado seja a preguiça de gritar aos quatro ventos tudo que se passa na minha vida;  gerar satisfações e justificativas a cada atitude minha àqueles que se acham no direito de serem possuidores de mim. Talvez meu pecado seja apenas assistir enquanto mentiras e calúnias são ditas, fatos distorcidos, suposições feitas e teorias mirabolantes elaboradas.

Por que para a maioria das pessoas, é mais fácil apenas acreditar em quem está presente, a buscar lapidar a verdadeira verdade. Enquanto isso continuo aqui, me fingindo de cega, surda, muda; fazendo de conta que no fim das contas, algo sobre tudo isso fará sentido.

sábado, 6 de julho de 2013

Não só de votos se faz um país...

“O gigante acordou!”, “Vem pra Rua!” e “Queremos escolas e hospitais no padrão Fifa” sem sombra de dúvida foram as frases mais ditas pelos brasileiros no ultimo mês. Concordo com os protestos, sem sobra de dúvidas. Se estiver errado, é evidente que o povo brasileiro deveria ir à rua e mostrar aos governantes o poder de sua voz. O que aparentemente ficou esquecido desde o movimento das Diretas Já.