Eu prometi uma postagem por
semana aqui, eu sei. Prometi também parar de procrastinar tanto e (tentar)
manter meu foco em algo que eu possa reaproveitar no futuro, também sei.
Peço desculpa aos 3 fãs que eu
tenho (uso a palavra fã em substituição à palavra stalker, assim fico mais a
vontade) e são frequentadores assíduos dessa caixa, porém a vida não tá fácil.
A vida não é fácil mas isso é conversa clichê pra outras horas. Mudei de estado
e pela primeira vez (acredito eu) estou num lugar em que eu não conheço
absolutamente ninguém. Trancafiada em casa, venho sido constantemente assolada
por pensamentos, memórias, vozes, flashes de fatos que há muito me ocorreram,
lembranças ao mesmo tempo boas e ao mesmo tempo nem tanto. Venho remoendo, por
exemplo, aquele acampamento no outono de 2009, como foi o fim de semana mais
exótico que eu tive em Gramado. Também aquela sexta-feira nublada, em que tudo
saiu dos trilhos. Ainda, venho sempre me lembrando da época que eu fazia
trabalho voluntário naquela instituição (não me recordo o nome) em Porto. Ando
sentindo falta daquela sensação de coração aquecido que ajudar os outros me
trazia. E de como a maioria das pessoas ainda se surpreende o quão dócil eu
consigo ser. Sei que ainda esses pensamentos
vão me levar à loucura ou à morte. Talvez não a morte física, mas para a
morte de espírito. Uma pessoa presa ao passado é uma pessoa morta. E
convenhamos, por mais que todos esses anos eu tenha me esforçado (e feito progressos
consideravelmente grandes) ainda me prendo ao velho "como será que aquilo
deveria ter sido?"
Vim para cá com o intuito apenas
de tentar limpar minha mente da bagunça que tem sido minha vida todo esse
tempo. Mas vocês (dirijo a palavra apenas aos amigos e aos não-amigos - fãs
vocês não devem se incluir aqui, por
favor) não saem do meu pensamento. Aos amigos, isso é a mais pura prova do
quanto eu sinto falta de vocês, e do quão especial vocês são pra mim. Cada
sorriso, cada vergonha passada juntos, cada abraço dado e recebido. Valeu a
pena (segura o choro, sou mulherzinha agora). Aos não-amigos, o quanto cada
acontecimento me trouxe uma lição que eu guardo até hoje. Tenho o nome de vocês
nitidamente guardado no peito, não por remorso ou algo do gênero, mas pro caso
de nos esbarrarmos pelas esquinas da vida, saberei como agir. Afinal, não é
fácil pra quem não sabe guardar mágoa e realmente só leva consigo aquilo que
constrói entender o motivo de certas atitudes por parte de vocês, queridos
não-amigos.
E sobre Belém: eu ainda não saí
de casa com o intuito de explorar a "cidade das mangueiras" mas assim
que eu começar a fazê-lo prometo escrever aqui. Tanto o que deve ser visto
quanto para que os moçoilos e moçoilas devem fechar os olhos/ignorar/correr e
sair gritando. Será divertido.
Ah sim, encontrei o tão procurado
poema sobre Chris. Postarei em breve.
Até a próxima.
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